

Me recordei rapidamente de todas as pessoas e coisas que perdi por ainda não estar preparada para elas, ou por ainda ter muita curiosidade de mundo e dificuldade em ser permanente. Recordei de amigos e parentes distantes, aqueles que eu sempre deixo pra depois porque moram muito longe ou acabaram se tornando pessoas muito diferentes de mim, sempre penso “mês que vem faço contato com eles”. E se não tiver mês que vem? E se a minha vida tiver a sua data de validade vencida hoje a noite ou amanhã de manhã? Quem sabe não é? Eu tenho essa cretina mania de deixar tudo para última hora, eu protelo tudo o que posso e por mais demorado suficiente. Eu sou muito desligada, deixo tudo jogado, minhas coisas não tem lugar fixo, o meu quarto — a o meu quarto, esta tão bagunçado que daqui a pouco serei levada pela minha zona pra bem longe. Mas é nessa bagunça, nessa desordem nessa coisa escrota e esquecida, que eu me sinto bem, que eu me encontro e tento colocar meus pensamentos no lugar. Eu preciso aprender a cultivar mais o meu tempo, a escolher melhor as pessoas que me fazem companhia, devo escolher melhor os lugares e as comidas, os sons e o cheiro, preciso ter mais cuidado com a minha vida, e com tudo que nela ainda permanece. Talvez fazer tudo diferente me faça mais feliz, me ajude a sair desse mar de desespero. Se alguém me puxasse logo para a borda eu já ficaria suficientemente feliz, porque já lhes avisei que nao sei nadar? Pois bem, ando me afogando nesta mare de azar, neste rio de tristezas, neste mar de lagrimas que eu mesma criei. Talvez o problema sempre esteve nas pessoas em que confiei neste tempo todo, eu realmente achei que elas nunca me deixariam cair, muito menos que me levariam ao chão. Mas estava errada, percebi que as julguei quando as mal conhecia. Tenho que aprender a ser mais esperta, e nao cair na conversa de qualquer um. Tenho de ser mais ágil, para quando chegar a ponta do precipício correr o mais rápido possível, para nao cair la embaixo, pois eu já cai uma e lhes digo, é uma dura queda -ainda mais de onde cai, era um precipício bem alto- e devido a isto, dou motivos para um coração tao quebrado. Culpo-me por sempre ser ingenua demais a ponto de nao perceber o que as pessoas tramam a meu redor, e as vezes conseguir cair na armadilha que elas criaram enquanto eu estava ali, ao lado delas, ouvindo tudo. Culpo-me por escolher pessoas erradas para me ajudar a seguir por meu caminho, e por desejar pessoas erradas para traça-lo junto a mim. Chego a acreditar que a culpa de tantos erros que cometo, se da ao fato de eu ser toda bagunçada, toda torta, e nao ter o minimo de vontade de me concertar, pior, gostar de viver nesta imundice que se encontra meu coração, seus sentimentos estão todos jogados, e misturam-se conforme o tempo, talvez seja por isso que iludo-me facilmente, pela mixagem de sentimentos aqui dentro de mim. E o sofrimento vem de brinde claro, porque o mundo é assim, para ser feliz tens de batalhar muito, mas para se entristecer basta olhar ao seu redor, que a tristeza vem de graça. Mallú + Thata (fortalecidas)

Não me arrependo de nada que fiz, pois se não tivesse cometido erros não teria aprendido a lição. Digo e repito: se pudesse voltar ao tempo faria tudo exatamente igual, cometerias os mesmos erros, os mesmos enganos e até as mesmas ilusões, porque graças à elas que hoje não acredito em meras palavras. Se realmente pudesse voltar ao tempo inevitavelmente me apaixonaria por você novamente, pois, apesar de tudo, apesar de tantas dores, tantas mentiras, tantas promessas não cumpridas, apesar de tantos apesares pelo menos por um momento fui feliz. Você fazia-me feliz e era o dono de todos os meus sorrisos, você fazia-me sentir viva. Hoje você é apenas o motivo de minhas lágrimas. No passado passei meus melhores momentos ao teu lado, você trazia cor ao meu mundo preto e branco. Eu sei, eu sei, sou uma tola por ainda ver seus lados bons, por querer repetir o mesmo erro, sou uma tola por te amar tanto, ainda. Eu sei também que é uma pena você ter partido de minha vida, rápido demais para me adaptar com tua ausência. E hoje todo o meu passado é apenas uma mera lembrança que habita em minha mente. Meu passado só virou um bolo gigantesco de lembranças nostálgicas nas quais me torturam hoje. Ah, como gostaria de voltar ao passado e revive-lo todo outra vez, voltar em todos os momentos bons que estivera ao teu lado, só para poder te ter novamente em meus braços, apenas uma misera vez poder sentir o calor do teu corpo no meu. Mas como não posso voltar no tempo, devo deixar todas essas lembranças para trás e retomar minha vida novamente. Ninguém vive apenas de passado e eu não irei viver de apenas lembranças felizes que hoje me causam dor. Irei fazer o presente valer a pena e o futuro ser ainda melhor, com ou sem você. — m-agnetica

“Saiu correndo, quando viu o táxi passando. “Ei táxi, pare aqui, por gentileza”. Por favor moço, leve-me com maior urgência para a avenida da doçura, na rua do calor, casa da verdade. Preciso urgentemente eliminar isso de mim. Preciso eliminar essa amargura que reina em mim, e em minha vida. Preciso eliminar a frieza que as pessoas me propuseram, eliminar essa coisa de “clichê” de mim. Já estou cansada das pessoa com esse papo de meiguice, tô cansada desse “amor”, tô cansada do amor dado por quem não sabe amar. Tô cansada das palavras falsas, escritas, por quem não consegue ser poeta. Tô cansada das pessoas hipócritas que reinam nessa minha vida. Pessoas do tipo que dizem “Oi anjo, como você está?” e no outro dia não me traz mas nenhuma palavra doce, e nem se quer olha pra minha cara e dá um “Oi”. Tô cansada da da falsidade das pessoas, de palavras falsas, do tipo “Queridinha”, “Meu amor”, e também estou cansada de frases clichês que enchem meu dia e fazem eles virarem um saco só, tai como “Eu te amo”, “Nunca vou te esquecer”. Ah vá… Nunca vai me esquecer? Quem você não vai esquecer amanhã mesmo? E quem você vai amar amanhã? Ah, meu bem, não me faça perder tempo com essas suas palavrinhas chatas e medíocres. A este ponto devem estar pensando que eu sou idiota idiota, não é? Mas ta aí uma coisa que a vida me ensinou, a parar de ser “isso”. Me ensinou propondo frieza. “Pare já senhor, decidi-me. Não deixe-me mais na rua do calor. Vou ficar com a minha amiga frieza aqui, ela que está me ajudando a me reerguer aos poucos. Deixe-me apenas na rua da doçura, porque minha amiga amargura não está me ajudando em nada nesse momento de minha vida. O resto do trecho eu resolvo”. É isso mesmo, o resto do trecho eu resolvo, porque eu não resolver ninguém fará isso por mim. Minha vida é como um livro, só será realmente aberto, se alguém quiser abrir. E creio que ninguém esteja interessado em ocupar esse cargo em minha vida. “É aqui moço, pare, por favor. Quanto lhe devo?”. Parei ali naquela rua da doçura, olhei ao redor e percebi. Meu lugar não é aqui, não nesse momento. Estou entendendo tudo já… Ser doce demais não é para mim. Então decidi “Ei moço do táxi, volte aqui por favor, leve-me pra casa. Ser doce com as pessoas não me adiantará de nada”. Ou era isso, ou era sofrer mais ainda.” (cuidar-me)